terça-feira, 11 de setembro de 2007

The office

Tenho andado algo perdido entre as horas acumuladas do trabalho, ou a fazer de conta que se trabalha, a menos que se entenda essa triste fazenda - o trabalho- como dar ininterruptamente corda à lingua.

Entrei para o office à pouco mais de duas semanas para engrossar a mão-de-obra-operativa que se dedica a um grande concurso para a nova sede central do municipio de Roma, a entregar no proximo 8 de Outubro, mais pormenores não adianto que a etica profisional sempre me obriga a algum sigilo.

Para começar, chamo-lhe office porque desde o inicio ficou bem claro que a estrutura era aquela da mediação entre uma serie de cabecinhas-pensadoras e a malta-do-clica-roda-e-arrasta, bem entendido que a dita mediaçao era feita por um nucleo duro de gente com interesses algo afastados da tematica propriamente dita arquitectonica, com os seus tentaculos politicos bem fincados em territorios inclinados à urbanistica e à especulaçao.


Pois bem, quando se pensa a um "office", decerto nos vem em mente ideias chave ( será melhor key concepts, ou ideias chavão?) como client specific , project management, risk management, e outra monstruosidades obtusas..., que te deixam a pensar, ou pelo menos a mim deixam, em alta produtividade, maxima organizaçao de recursos, ...

Ora bem, pelo andar da carruagem, e estando a pouco mais de duas semanas da entrega de tal colossal projecto, pergunto-me que é feito da organização? Aquela mais basica, que seria respeitar um cronoprograma, se pelo menos tivesse sido feito...
..mas isto sao tudo coisas que aqui no pais do "depois se decide" nem sequer sao tidas em conta. "deixa andar", repito a mim proprio continuamente, e tal como vai sendo adiada a intençao de deixar os cigarros, este projecto continua entalado no ventre poligamico que faz de conta que o concebe..., e o filho nascerá orfão mesmo que sobreviva à cesariana...

sábado, 1 de setembro de 2007

Tibur Apt




"Mais se estuda a Arte e menos interessa a Natureza. Aquilo que a arte efctivamente nos revela é a falta de desenho na Natureza, a suas estranhas asperezas, a sua extraordinaria monotonia, o seu absoluto imcompleto. A Natureza está cheia de boas intenções, é verdade, mas como disse uma vez Aristoteles, nunca as realiza!"(1)






(1) Oscar Wilde A decadencia da mentira